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  • gracielemoura

O Novo Normal

Tivemos duas semanas intensas.

Muitos de nós passamos todos os dias nos adaptando às perturbações de nossas rotinas, famílias e vidas profissionais.

Embora algumas mudanças sejam administráveis, outras são muito mais difíceis, como tentar realizar uma chamada em conferência enquanto uma criança grita por atenção em segundo plano. Durante todo o tempo, estamos constantemente checando as notícias em busca de alguma indicação de que a vida voltará ao que era antes.

Quando ouvia as pessoas falarem, “quando as coisas voltarem ao normal” não me sentia muito confortável e não sabia porquê. Até que a ficha caiu.

Embora eu não tenha parado de trabalhar, porque já faço home office a um tempo, pude perceber que meus esforços nesse momento, como agente da transformação, era orientar às empresas o que elas precisariam fazer com relação aos impactos do distanciamento social.

As pessoas precisam trabalhar remotamente, as escolas foram suspensas, os grandes eventos estão sendo desencorajados. É provável que as pessoas fiquem em suas casas por um pouco mais e limitem sua socialização por um tempo maior também.

Essas mudanças comportamentais estão criando mudanças rápidas em nossa economia. Haverá impacto a curto e a longo prazo, à medida que consumidores e empresas são forçados a mudar radicalmente seu comportamento por semanas ou meses.

O primeiro trimestre será encerrado em dois dias e isso abre as portas para um novo mês, um novo trimestre e uma nova mentalidade.

Estamos entrando em uma nova realidade: a economia de ficar em casa.

É provável que tudo isso mude a maneira como as pessoas trabalham, compram e acelerem também o ritmo das mudanças já em andamento.

Embora algumas indústrias mais atingidas, como hotéis, viagens e entretenimento, com certeza voltarão à ativa, outras mudanças podem durar mais.

Talvez as organizações vejam valor no trabalho remoto e permitam que os funcionários continuem após a pandemia. Os compradores podem estar menos interessados ​​em ir ao supermercado depois de se acostumarem à entrega em domicílio.

Estamos diante de uma grande mudança na história. Daqui a pouco estaremos com uma nova normalidade que certamente, trará um avanço para toda humanidade.

Com o tempo, todos experimentaremos o princípio sociológico da normalização.

Depois de processar um fluxo constante de inseguranças, medo da adaptação, projeções não tão boas, notícias desagradáveis; quando acordarmos todas as manhãs com o sol nascendo, essas coisas acabarão não produzindo o mesmo choque ou ansiedade que estamos tendo atualmente.

Na verdade, isso já é uma coisa boa.

O maior exemplo disso foi na segunda Guerra Mundial, quando os alemães supuseram que se bombardeassem Londres todos os dias por anos, eventualmente o povo britânico quebraria e se renderia.

Em vez disso, ocorreu o contrário. Com o passar dos dias e a cada manhã, a grande maioria dos cidadãos acordou viva, o bombardeio se tornou parte da vida e não causou mais o mesmo grau de medo. Os britânicos se tornaram mais resistentes à medida que se normalizaram com a crise.

Em outras circunstâncias e proporções ,obviamente, estaremos passando pelos mesmos comportamentos com o passar do tempo.

A maior diferença que eu já vi entre aqueles que ficaram parados durante essa crise e aqueles que realmente lutaram, foi a disposição em aceitar o novo normal e a determinação de se concentrar no que eles podiam controlar neste momento.

Falarei disso em um próximo post.

Esses são os líderes empresariais que se articulam rapidamente, os pais desenvolvendo horários de aulas em casa e as pessoas saudáveis ​​se distanciando socialmente porque sentem a responsabilidade de proteger os outros.

Por outro lado, aqueles que se apegam ao passado e reagem dando lugar ao medo e à escassez terão mais dificuldade. Sua energia está limitada dando voltas e voltas nos problemas e não está vislumbrando o olhar para fora, em direção ao que é necessário fazer agora e no futuro.

Isso é compreensível - esses são tempos sem precedentes para a maioria de nós.

Mas aqueles que estão pensando adiante e se concentrando em ajudar os outros, tiraram um propósito do caos.

Ao operar com uma mentalidade generosa, muitos estão fortalecendo as relações pessoais e comerciais, mesmo que isso signifique fazer as coisas sem custo ou como voluntários.

As equipes nas empresas estão buscando estabilidade, conforto e garantia de que tudo vai ficar bem. As pessoas estão assustadas.

Cada líder, precisa levá-los a uma realidade diferente. Provavelmente não conseguiremos focar em quantos leads precisamos atrair nos próximos 30 dias. Provavelmente precisaremos cumprir nossa missão de impactar positivamente cada líder para que eles possam fazer o mesmo por suas equipes, famílias e comunidades.

É justo dizer que muitas pessoas enfrentaram ou estão prestes a experimentar a época mais difícil de suas vidas.


Porém, a necessidade de mudar modelos de negócios não é algo novo. Nos últimos 5 anos tenho escutado todos os dias vários autores falando nisso. Sempre houve uma necessidade de se reinventar, reinventar seu negócio, sua vida quando nosso ambiente muda. Videolocadoras, varejo, fotografias, educação, telefonias, novos canais de vendas e inúmeras outras empresas foram forçadas a mudar de modelo na última década para permanecerem relevantes e prosperarem.

Agora, infeliz ou felizmente precisará acontecer.

As empresas precisarão fazer diferente.


Como você e suas equipes permanecem próximas e se conectam durante esse cenário? Você iniciou novas rotinas?

Alguma nova atividade para movimentar a união e colaboração?

O quão você está próximo dos seus clientes?

Conhece as necessidades deles?

O que você faria para expandir seu negócio sem a sua mobilidade física?

Você está pronto para mudar sua mentalidade?

Você está pronto para reinventar sua estratégia?

Você está pronto para se adaptar ao nosso novo normal?

Coloque sua estratégia em ação e se prepare para colher os resultados.

Vamos trocar ideias!

Deixe seu comentário ou mande suas considerações para graciele@nygracorp.com


Grande abraço cordial.

Te vejo na próxima!

Consultora de Transformação Digital CDO, CTO, Evangelizadora Blockchain, Especialista em Inovação e Gestão de Mudanças

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